Asma

A asma é uma enfermidade respiratória crônica que se caracteriza por um aumento na reatividade das vias aéreas de calibre menor, os chamados brônquios.

Isso quer dizer que quando a pessoa está exposta a diferentes estímulos, como o frio, os exercícios ou certas substâncias que são capazes de produzir alergia — os chamados alérgenos —, aquelas vias aéreas citadas anteriormente, os brônquios, se inflamam e diminuem de diâmetro fazendo com que fiquem mais fechados de maneira reversível.

A diferença entre a bronquite crônica e a asma é que, nessa primeira enfermidade, os brônquios se fecham de forma irreversível.

A asma geralmente começa a atingir as pessoas na infância, seja por meio das primeiras exposições a alergias ou pelo fato de um ou até os dois pais serem fumantes.

É uma doença que afeta cerca de 5% da população mundial e que pode, se não houver cuidado, levar até mesmo à morte.

Causas

Os fatores etiológicos, ou seja, ou causadores da asma se dividem em dois grupos.

No primeiro temos o componente genético, isto é pessoas com parentes que possuem asma têm maiores chances de apresentarem a doença logo nos primeiros anos de vida.

O segundo fator é a exposição a alérgenos. Os alérgenos são as substâncias que são capazes de produzir alergia e por conseguinte sintomas respiratórios.

As principais substâncias são:

  • ácaros de poeira;
  • polens de planta;
  • pelos de animais domésticos;
  • fungos microscópicos (que podem ser domésticos ou não e que crescem em lugares úmidos);
  • e fatores ambientais e trabalhistas, como a poeira da madeira, o tabaco e metais.

Há os chamados “disparadores” que se trata dos fatores que desencadeiam as crises de asma.

Os mais importantes são os relacionados ao clima — o frio, a umidade, a neve —, exercícios físicos intensos, ambientes com muita poluição, principalmente quando essa poluição vem do tabaco, infecções respiratórias e algumas medicações, como aspirina.

Tipos de asma

Há vários tipos de asma. Veja a seguir.

  • Asma alérgica: aquela que é causada por alergias. Na maioria das vezes, há uma história pessoal e familiar da doença.
  • Asma sazonal: a que tem relação direta com as estações. As crises costumam acontecer na primavera e no final do verão, por conta do pólen das plantas.
  • Asma não-alérgica: as crises desse tipo de asma são causadas por substâncias irritantes (como desodorante, tabaco, perfume, produtos de limpeza, pintura, contaminação ambiental etc), infecções respiratórias (como gripe ou sinusite), ar frio, mudanças intensas de temperatura ou refluxo gastroesofágico.
  • Asma ocupacional: aquela que tem relação direta com o trabalho. Por exemplo, ao contato de substâncias químicas como poeira de madeira, compostos orgânicos, metais, resinas plásticas etc.
  • Asma induzida por exercício: ocasionada por exercício ou atividade física. Os sintomas tendem a ocorrer no momento ou logo após a atividade.
  • Asma noturna: pode ocorrer em pacientes com qualquer tipo de asma. Os sintomas tendem a ficar piores após a meia-noite e vão até o amanhecer.

Existem ainda os tipos de asma que são de acordo com o nível de controle, e os tipos de asma que são de acordo com a gravidade e a frequência.

Sintomas da asma

Os sintomas da asma incluem:

  • Tosse, que geralmente é irritativa e possui pouco ou nenhum muco. Costuma acontecer mais à noite e com esforço físico.
  • Dificuldade de respirar geralmente quando se faz exercícios. Em casos mais graves, pode aparecer ao falar ou até mesmo em repouso.
  • Sibilos, que são os assobios produzidos quando o ar passa pelas vias aéreas mais estreitas. Esses assobios podem ser ouvidos com um estetoscópio.
  • Sensação de aperto no peito.
  • Muco grosso difícil de expulsar (lembrando que pode acontecer de não haver muco nenhum).
  • No nariz, pode ocorrer coceiras, entupimento e espirros.

Diagnóstico

O diagnóstico de asma só pode ser dado após se seguir uma série de etapas e testes, que estão melhor explicados a seguir.

  • História clínica. Esse é o ponto de partida. Você vai relatar ao médico sobre os sintomas e quando eles costumam ocorrer. Lembre-se que se você tiver pessoas próximas na família que possuem asma, o risco de você possuir a doença aumenta. Outra coisa que deve ser ressaltada é se você é exposto comumente a substâncias tóxicas no local de trabalho ou algum histórico de alergias que já possuiu.
  • Radiografia do tórax. É o procedimento que vai verificar a gravidade do quadro e ajudar a descartar outras doenças com sintomas semelhantes, como infecções do trato respiratório, aspiração de algum corpo estranho ou até mesmo a má formação dos brônquios. Se o caso do paciente é de asma crônica, pode ser que apareça sinais característicos, como a captura de ar por trás do esterno, além de diafragma mais achatado do que em um ser humano normal.
  • Broncodilatação teste de espirometria. Esse é um teste fundamental para o diagnóstico e acompanhamento da asma, já que serve para medir a quantidade e velocidade da saída de ar durante a expiração. O complemento do teste é a administração de um medicamento que aumenta o tamanho das vias aéreas, para depois repetir o teste.
  • Pode ser feito o teste de provocação brônquica caso o teste anterior não tenha tido um resultado claro. Outra maneira de auxiliar na descoberta do diagnóstico é medir a fração expirada de óxido nítrico.
  • Monitoramento em casa. Existe um aparelho semelhante a um espirômetro portátil, que pode ser operado sem dificuldades e que serve para medir o fluxo respiratório máximo ou FEM, que é a quantidade de ar que é expulsa na exalação. O aparelho ajuda a detectar uma piora precoce, medir a resposta que se tem ao tratamento e identificar substâncias que desencadeiam os sintomas.
  • Prick Test. É um teste utilizado para o diagnóstico de alergias. É um estudo recomendado para qualquer pessoa com diagnóstico de asma. Se dá pela injeção de pequenas substâncias alérgenas no antebraço. Se você possuir alergia a essas substâncias, vai aparecer alguma reação cutânea.

Tratamento para asma

Há vários tipos de tratamentos, farmacológicos ou não, que ajudam no controle da doença.

Como tratamento não farmacológico temos a questão da evitação de se expor a ambientes que possuem substâncias que causam alergia à pessoa.

Como tratamento médico pode se fazer o uso de anti-inflamatórios como os corticoides para diminuir a inflamação dos brônquios.

Podem ser usados broncodilatadores como o salbutamol, por exemplo, que ajuda a aumentar o diâmetro dos brônquios.

A imunoterapia pode ser eficaz para pacientes que não melhoraram com tratamentos anteriores.

O médico também pode solicitar anti-histamínicos que servem para diminuir os sintomas das alergias.

Antagonistas dos receptores de leucotrienos são úteis na asma induzida por exercícios.

Pode se fazer uso de dispositivos inalados para controle da asma.

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Bruno Costa

Redator e publisher desde 2014 Graduado em Psicologia

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