28 de outubro de 2021

Bronquite

A bronquite é uma enfermidade caracterizada pelo fato de os brônquios inflamarem. Os brônquios são dutos ou tubos que têm a função de fazer o transporte de ar nos pulmões. É por isso que as pessoas com bronquite possuem dificuldade em respirar e têm crises de tosse. Existe dois tipos de bronquite, a aguda e a crônica. Você pode ver mais sobre elas abaixo.

Bronquite aguda

É o tipo de bronquite de curto prazo, ou seja, que não vai durar para a sempre.

As infecções e irritações são consideradas as causas da bronquite aguda, ou seja, pessoas que adquirem gripe e resfriado podem chegar a ter essa bronquite de curto prazo.

A bronquite aguda também pode ser transmitida por contato físico, o que temos como exemplo um aperto de mão onde uma das mãos está suja. Uma outra possível causa é a entrada de bactérias no organismo.

Esse tipo de bronquite pode durar até 10 dias. Todavia, a tosse — um dos sintomas da bronquite — pode acompanhar a pessoa por mais algumas semanas, mesmo depois de a infecção desaparecer.

Há alguns fatores que aumentam o risco de a pessoa contrair bronquite aguda, como a exposição ao fumo (o que inclui o fumo ativo e passivo), poeira, gases, vapores e a poluição do ar. Ou seja, às vezes fica realmente difícil de você se proteger.

Bronquite crônica

É o tipo de bronquite grave que acompanha a pessoa até o fim da vida. Ela ocorre quando a camada interna dos brônquios fica constantemente irritada ou inflamada. O principal causador da bronquite crônica é o ato de fumar.

Os brônquios irritados podem ser infectados mais facilmente por vírus e bactérias, o que faz com que o quadro piore bastante e fique mais duradouro. É por essa razão que as pessoas que são acometidas pela bronquite crônica têm momentos instáveis na enfermidade quando os sintomas ficam piores que o habitual.

Por ser uma doença bastante grave e prolongada, as pessoas que sofrem de bronquite crônica não têm muitas chances de se recuperarem completamente. Entretanto podem levar uma vida melhor se a doença for diagnosticada e tratada no início.

Ao irem ao médico, elas são instruídas a parar de fumar e a ficar longe da exposição da fumaça de outras pessoas. Para o diagnóstico a pessoa tem que ter tido pelo menos uma tosse com fleuma, que é o muco produzido pelo sistema respiratório, na maior parte dos dias do mês em três meses, no mínimo.

Sintomas

Os sintomas da bronquite costumam variar dependendo do tipo, mas normalmente são identificados:

  • Tosse (que, dependendo do caso, pode ainda causar dor de garganta, dor de cabeça e alteração ou enfraquecimento na voz);
  • Falta de ar, assim como os asmáticos sentem;
  • Pressão no peito, que geralmente causa dor no meio dele, e não dos lados.

Diagnóstico

A bronquite aguda é um tipo de bronquite que vai curar naturalmente. Não é recomendado fazer o uso de antibióticos, porque eles são ineficazes contra os vírus. Quando a infecção desaparecer, a bronquite desaparecerá também.

Para o diagnóstico da bronquite crônica deve ser levantado o histórico médico do paciente. Como dito anteriormente, o paciente terá de apresentar os dados de que durante pelo menos três meses há tosse com muco, num período de pelo menos dois anos. É por isso que o médico vai fazer uma série de perguntas sobre o que você pôde observar da doença.

Ele perguntará sobre os sintomas mais comuns, isto é, tosse, aperto no peito e falta de ar e perguntará se você fuma ou se convive diariamente com pessoas que fumam perto de você.

Depois das perguntas o médico pode solicitar placas de raios-x do tórax para saber se o problema não afetou outras áreas, como os pulmões. Ele também pode pedir exames de sangue com a finalidade de descobrir se não se trata de alguma outra doença, pulmonar ou cardíaca, que possui sintomas semelhantes aos da bronquite. Ainda é possível que o médico peça mais algumas coisas.

Tratamento

O médico, assim que avaliar o caso do paciente decidirá se ele precisa de terapia e de que tipo será o tratamento. Existe vários tipos de tratamentos para bronquite, mas os que são comumente usados podem ser vistos abaixo.

Broncodilatadores inalados: servem para dilatar os brônquios, fazendo com que a passagem de ar neles seja mais facilitada, normalizando a respiração e tudo mais. As substâncias mais usadas são salbutamol e terbutalina.

Não é recomendado que você abuse da quantidade, não importa o quanto ache que precisa. Usar esses broncodiladores inalados pode fazer com que a pessoa sinta dores de cabeça, taquicardia ou tremores. É o médico quem está capacitado para decidir qual é a quantidade ideal para cada caso.

Corticosteroides inalados: esse grupo de medicamentos normalmente é prescrito quando a doença não for devidamente controlada. Eles servem para impedir que a inflamação brônquica fuja do controle, mantendo-a em um nível seguro.

São medicamentos muito importantes, então deve ser ressaltada a atenção ao uso correto, fazendo as inalações todos os dias e do jeito certo.

Se você não tiver acesso imediato ao seu médico pode consultar o farmacêutico para ensiná-lo a usar o medicamento de forma eficaz e correta.

Em algumas vezes pode ocorrer insensibilidade ou infecção de candida (uma espécie de fungo) na língua. É muito importante que se faça o enxágue após o uso dos corticosteroides inalados.

Acontece de algumas vezes o paciente apresentar crises de problemas respiratórios — como quando o ar não entra nos pulmões, por exemplo — e ir parar no hospital, e então os médicos injetarem os corticosteroides no hospital, fazendo com que o paciente sinta uma alívio imediato na questão do sofrimento respiratório.

Também é possível que os médicos deem pílulas ao paciente que vive essa situação, mas o efeito delas não é tão imediato quanto do outro tipo.

Outras drogas: pode ser determinado como forma de tratamento que em alguns grupos populacionais que desenvolvem complicações como resultado de uma bronquite gripal, o uso de oseltamivir como tratamentos para os vírus A e B. É mais eficaz no início da doença.

Antibióticos: se há o envolvimento de bactérias, como a B. pertussis, suspeitado no início da evolução ou por alguma determinação microbiológica, pode ser adicionado antibióticos, como a azitromicina.

Antitusivos: se ao longo do tempo há o prolongamento da tosse, chegando a causar dificuldades no repouso do paciente, pode ser aconselhável usar um antitussivo como, por exemplo, dextrometorfano ou codeína, assim como mucolíticos ou expectorantes.

É recomendada uma mudança de rotina a fim de fazer uma hidratação adequada, assim evitando que o escarro seja espesso e facilitando sua remoção.

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