24 de junho de 2022

Compulsão alimentar

A compulsão alimentar é caracterizada pela vontade excessiva de comer, mesmo quando o indivíduo não sente fome.

A pessoa se torna realmente dependente da comida, o que causa muitos problemas de saúde física e até mesmo mental.

A compulsão alimentar leva a pessoa a se sentir, em muitas das vezes, fora de controle, como se algo e não ele mesmo o estivesse levando a isso.

Depois que ocorre os episódios de compulsão alimentar, a pessoa comumente experimenta sentimento de culpa e depressão.

História da condição na medicina

Os médicos trataram a ingestão de alimentos em excesso em 1959, e hoje ela é considerada um transtorno alimentar, assim como a anorexia, bulimia e ortorexia, por exemplo.

A compulsão alimentar está caracterizada pela ingestão de muita comida em um espaço curto de tempo. Há relatos de especialistas que dizem que existe pessoas que chegam a consumir 10.000 calorias em um único episódio de compulsão alimentar.

Coisas interessantes para se saber

  • A compulsão alimentar está diretamente ligada ao aumento de peso e, por conseguinte, à obesidade. Entretanto, isso não significa que todas as pessoas obesas possuem um comportamento compulsivo em relação à comida.
  • Diferentemente da bulimia, os comedores compulsivos não sentem tanta culpa a ponto de jejuarem, ingerirem substâncias, como laxantes ou xarope de ipeca, nem provocam o vômito de alguma outra forma para compensar a grande quantidade de comida ingerida.
  • A categoria do transtorno de compulsão alimentar apenas foi estabelecida em 1991. A pessoa só vai poder se enquadrar no transtorno se, além de ter episódios de compulsão alimentar seguidos por momentos de depressão e autocondenação, não tentar compensar os episódios com exercícios ou outras coisas faladas mais acima. Para o diagnóstico, é necessário ocorrer a perda de controle nessa ação e o sofrimento intenso após a crise.
  • Pessoas que têm compulsão alimentar tendem a se isolar para comer sozinhas, uma vez que percebem que seu comportamento não é o normal e nem o esperado das outras pessoas. Fazer isso apenas aumenta a taxa de culpabilidade.

Motivos que levam alguém a comer compulsivamente

Não há uma causa exata que se aplica a todos os casos, mas é sabido que o fator emocional é muito significativo em relação aos motivos que levam alguém a comer compulsivamente.

Ou seja, embora não possa se dizer uma causa concreta para o transtorno, a questão emocional está diretamente ligada a ele, servindo como o ponto inicial para o desequilíbrio.

O vício em comida é, assim como outros vícios, ocasionados por causa de uma falta, uma lacuna que é, na maior parte das vezes, emocional.

Logo, se uma pessoa tem uma necessidade a ser suprida mas não consegue supri-la por n fatores, é muito provável que tente preencher esse vazio de alguma outra forma, correndo para vícios que são muito prejudiciais, como o álcool, cigarro e outras drogas, compras — a chamada oniomania — e muitas outras, onde também está incluída a comida.

As pessoas compulsivas em alimentação têm a autoestima muito baixa, o que está ligado com a necessidade de se esconder na intenção de comer compulsivamente e a sentir vergonha do próprio corpo.

Quando a pessoa come em excesso, não sente nenhum conforto emocional, mas acontece algumas reações fisiológicas que fazem com que a pessoa se sinta mais inativa, quase drogada, o que gera uma sensação de plenitude.

Mas como comer excessivamente é apenas colocar uma fachada como resolução dos problemas, o compulsivo alimentar precisa fazer isso uma outra vez, mesmo que não sinta fome.

Sintomas da compulsão alimentar

A compulsão alimentar possui uma série de sintomas que podem ser identificados pelo menos na maioria das pessoas que possuem o transtorno. Eles são:

  • Comer muito mais rápido do que o normal;
  • Procurar espaços solitários para comer muito;
  • Preocupação excessiva com o peso corporal;
  • Ficar muito empolgado ou comer incontrolavelmente mesmo quando não se sente fome;
  • Depressão e mudanças de humor;
  • Consciência de que os padrões alimentares não são normais;
  • Desistir de atividades por causa do constrangimento com o peso;
  • Histórico de muitas tentativas de dieta sem sucesso;
  • Sentimento de culpa em relação ao excesso de peso;
  • Histórico de alterações de peso constantes;
  • Comer pouco em público, mas mesmo assim mantendo um excessivo peso corporal.

Tratamento

A compulsão alimentar é um problema que pode ser tratado, tanto que cerca de 80% das pessoas com esse problema que procuram ajuda conseguem se recuperar totalmente ou obtêm uma melhora bastante significativa dos sintomas.

O tratamento consiste em uma aprendizagem intensa, então é essencial o envolvimento do paciente e a vontade em melhorar.

É muito comum que, ao se realizar uma dieta, venha a vontade de comer algo que foi considerado tabu no seu caso.

Ceder apenas uma vez, apesar de para algumas pessoas parecer inofensivo, pode desencadear em uma nova crise de compulsão alimentar, gerando uma regressão e até agravamento dos sintomas.

É importante regrar. Não adianta negar totalmente os carboidratos e se dedicar a uma salada insossa todos os dias.

Mas é importante comer quantidades contadas diariamente, para só assim ter um controle e uma melhor qualidade de vida.

Aliada à dieta, é muito bom participar de terapias individuais em que o psicólogo será capaz de ajudar na melhora da autoestima, uma vez que a terapia preza pelo autoconhecimento e a realização pessoal.

A questão do autoconhecimento implicará diretamente na resolução de conflitos emocionais, os quais podem ser os causadores da compulsão alimentar.

Lembre-se que, assim como a anorexia e a bulimia, a compulsão alimentar é um problema sério que precisa de tratamento, pois a recusa em receber ajuda — talvez por achar que não precisa de ajuda ou por quaisquer outros motivos — pode trazer um agravamento no quadro, podendo levar até mesmo à morte.

É por isso que, quanto antes forem percebidos os sintomas, maiores são as chances de recuperação.

O ideal é ter comprometimento com o tratamento, de forma que não dê espaço para as recaídas, e que a pessoa possa voltar a viver uma vida saudável e controlada, sem ter de recorrer a coisas que prejudicam seriamente o corpo e a mente.

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