Crajiru e câncer

Este texto tem como objetivo mostrar o maior número de informações possíveis sobre a planta chamada Crajiru, de forma especial os seus benefícios comprovados para a nossa saúde.

Apesar de ser uma planta bastante popular, nosso objetivo é mostrar o que existe de publicação científica sobre ela.

O nome científico dessa planta é arrabidaea chica ou Fridericia chica

imagem da internet

Ela também é conhecida por diversos nomes populares além de crajiru, entre eles o mais conhecido é o Pariri, isso dependerá da região do país.

Outros nomes que o crajiru recebe são:

  • Cipó cruz;
  • Carajurú;
  • Puca panga;
  • Cipo-pau;
  • Piranga

Afinal, crajiru pode curar o câncer?

Na internet encontramos diversas informações sobre essa planta, mas infelizmente muitas vezes são sensacionalistas.

Muitas pessoas compram o crajiru na esperança da cura do câncer, mas não há ainda nenhum estudo que comprove que basta usar essa planta que o câncer será curado.

Existem relatos de pessoas na internet que foram curadas por essa planta, mas de fato não há estudos que afirmem isso.

O que se tem são estudos (1, 2, 3) que realmente sugerem que o crajiru tem uma ação antitumoral, mas geralmente esses estudos são feitos em pequena escala, em laboratório e com animais.

Não há ainda um estudo amplo com humanos que comprove que o crajiru é capaz de curar o câncer.

Como o crajiru é uma planta com baixa toxidade nada impede que as pessoas usem para esse fim, mas tendo clareza que não há nada que prove essa ação.

Pessoas que já fazem tratamento para o câncer nunca devem substituir o tratamento convencional com o seu médico pelo crajiru e também devem sempre perguntá-lo sobre o uso concomitante com o tratamento convencional.

Mas afinal, quais benefícios do crajiru são comprovados?

Existem sim benefícios dessa planta que são comprovados por estudos e provam que a cultura popular normalmente acerta no uso das plantas medicinais.

Abaixo seguem os benefícios do crajiru que já existem estudos sobre:

  • Atividade anti-inflamatória; (4)
  • Atividade antianêmica (anemia);
  • É vasorelaxante (hipertensão;
  • Protetora do fígado;
  • Diurética;
  • Antifúngica;
  • Cicatrizante.
  • Corrimento vaginal
  • Atividade antioxidante

Como reconhecer a planta crajiru

Caso não conheça pessoalmente essa planta segue abaixo um vídeo do youtube mostrando o Pariri (crajiru)

 

Efeitos colaterais e contraindicações

O crajiru é uma planta bastante segura e apresenta baixa toxidade, ou seja, o seu consumo normalmente não traz prejuízos à saúde de quem o consome.

Se não usada em excesso é uma planta bastante segura sem efeitos colaterais.

Apenas pessoas que já sofrem de pressão baixa devem ficar atentas, pois ela pode baixar ainda mais a pressão arterial

Mulheres grávidas e que estão amamentando além de crianças devem sempre buscar orientação médica antes de fazer uso de qualquer tipo de planta medicinal.

Com usar o crajiru

O crajiru pode ser usado de diversas formas, geralmente as pessoas tomam o seu chá ou seu extrato alcoólico.

Para fazer o chá de crajiru é muito simples:

  1. Use a medida de 3 colheres de sopa da planta picada para 1 litro de água;
  2. Deixe a água levantar fervura e desligue o fogo;
  3. Depois acrescente a erva e espere por aproximadamente 10 minutos;
  4. Coe e tome.

Onde comprar o crajiru (pariri)?

Ela é uma planta que nasce facilidade em quintais e jardins, mas caso não encontre com algum amigo ou vizinho encontrará na internet em lojas especializadas em vender ervas medicinais.

VEJA TAMBÉM

FONTES

 

(1) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25683298

(2) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6196823/

(3) https://www2.unifap.br/ppgbio/files/2017/07/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Pariri_finalizada_vers%C3%A3o-para-capa-dura.pdf

(4) https://www.researchgate.net/publication/247854558_Atividade_antiinflamatoria_do_extrato_aquoso_de_Arrabidaea_chica_Humb_Bonpl_B_Verl_sobre_o_edema_induzido_por_venenos_de_serpentes_amazonicas

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2008000400008

http://revistafitos.far.fiocruz.br/index.php/revista-fitos/article/view/165

Vídeo: Canal Espécies Biológicas

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